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2.8.07

A Volta dos "Selvagens"



"Os Selvagens"

Qual o jovem que viveu o tempo dos grandes bailes, do Rock e da Jovem Guarda não conheceu a banda “Os Selvagens”. Formada em 1965 pelos irmãos Leonardo e Mário Carion, junto com Hilton Ribeiro e Edgard Borges, tocavam nos bailes por todos os clubes do Rio de Janeiro.
Nos saudosos tempos da jovem guarda, a juventude só ouvia e comentava sobre BEATLES, ROLING STONES, as duas bandas internacionais mais expressivas da época, e o trio que comandava o maior movimento da juventude brasileira, ROBERTO CARLOS, ERAMOS CARLOS e WANDERLÉIA, além de outros que se tornaram ídolos do movimento. Em 1969, no Rio de Janeiro, na gravadora CBS (mais especificamente a “EPIC” etiqueta da CBS) o produtor musical ROSSINI PINTO, um dos componentes da banda naquela época, conduziram o grupo musical para um real profissionalismo com a finalidade de gravar músicas inéditas e versões em seus discos. Aparecem aí então os novos “OS SELVAGENS”, que neste mesmo período contaram com a participação de dois grandes nomes de nossa MBP, “Hyldon” e Michael Sullivan”. Foram diversos sucessos gravados pela banda, onde as músicas que mais se destacaram foram: "EU E VOCÊ", "MY BABY", "O MENINO DA PORTEIRA", "O JORNALISTA", e a mais conhecida, "O ENVIADO ESPECIAL", que colocou a banda na mídia e nos primeiros lugares das paradas de sucesso da época. Começaram então a se apresentar em diversos programas de rádio e televisão, entre eles: A DISCOTECA DO CHACRINHA, PROGRAMA SILVIO SANTOS, PROGRAMA MAURO MONTALVÃO, PROGRAMA ALMOÇO COM AS ESTRELAS, e outros. Nas décadas seguintes, a banda esteve apresentando-se por todo Brasil, e atualmente estão preparando sua volta trazidos por um dos componentes de uma das formações anteriores ANTONIO CAMPOS.
Contato: lcspaiva@gmail.com

26.6.07

O Grande Movimento do”Rock And Roll”

O nascimento do “Rock And Roll” foi bonito porque toda a juventude gostava. Era uma tribo só, não havia antaginismo, rejeições e rivalidades. Se apresentar nos clubes das grandes capitais, em cidades do interior, nos subúrbios, era maravilhoso.

A platéia formada pela juventude da época, ia as nuvens com o som eletrizante da guitarras, dos instrumentos elétricos e todo o aparato que naquela época era tudo o que os jovens curtiam, dançavam até a madrugada ao som dos grandes megahits nacionais e internacionais tocados pelos conjuntos (como eram chamadas as banda da época) das décadas de 60 e 70.

A febre do Rock estava solta em todo Brasil. Inúmeros talentos foram descobertos, e se tornaram os imortais da MPB, outros que fizeram parte do inesquecível movimento da Jovem Guarda(onde tudo começou), outros que permaneceram no cenário artístico, e outros que voltam atualmente com o propósito de resgatar o que faziam naquela época.

Empresários (como se chamavam os produtores que na época vendiam shows e bailes dos artistas e conjuntos) também se consagraram trabalhando com artistas e conjuntos que na época faziam mais sucesso, lotavam mais os clubes, corriam e até disputavam quem vendia quem.
No Rio de Janeiro, todos os bairros como seus points clubes que eram os grandes pontos de encontro da juventude de cada local, e de sexta-feira à domingo lotavam e inflamavam cada um deles. Como diria o nosso saudoso “Carlos Imperial”, era o verdadeiro “Clube do Rock”.

Cada vez mais os laços entre os conjuntos se estreitavam, e chegavam a fazer bailes e shows (inclusive de formatura de colégios e faculdades) com até quatro conjuntos em um clube em uma só noite ou em uma só domingueira (como eram chamados os bailinhos e shows dos domingos).
Ao final da década de 70, com o início da falta de segurança e a violência que começava a ser imposta e tomar conta das grandes capitais, as noites de gala e as Jovens Tardes que eram verdadeiros sonhos de uma juventude, acabaram se tornando um pesadelo colocando um ponto final em um movimento que os jovens da geração atual só terão condições de conhecer se levarmos para as cidades do interior, e nas capitais, se algum dia aqueles que se elegem as custas do povo e por ventura pararem de se preocupar em se servir do país para servir o país, se preocuparem um pouco mais em terminar com a marginalidade investindo na cultura incentivando a reabertura dos clubes proporcionando assim aos atuais jovens a oportunidade de mostrarmos como nós cinquentões e quarentões mudamos o comportamento.

Contato: lcspaiva@gmail.com



24.1.07

Viagem na Máquina do Tempo

Viagem na Máquina do Tempo

Amigos leitores, desde o final do ano de 2006 estive afastado sem escrever minha coluna, peço desculpa a todos, mas estava viajando para cumprir compromissos profissionais.
Fim de férias forçadas e volto esta semana falando sobre uma banda que montamos para unir três dos em integrantes dos FAMKS de 1970 com o objetivo de reentrosamento musical junto com outros músicos que a nós se juntaram.

Batizamos o grupo com o nome de “Era Vinil”, pois a proposta era tocar os grandes megahits das décadas de 60,70 e 80 que fizeram sucesso ainda em vinil.

O que era um projeto sem grandes pretensões, com enfoque no flashback, e o único objetivo de entrosamento musical, fez com que a banda se tornasse conhecida no cenário musical nacional, fazendo sua primeira apresentação no “Dom Chopp – RJ”, uma temporada no “Far Up - RJ”, “Clube Militar da Praia Vermelha – RJ”, e aí partiram, principalmente para fora do Rio de Janeiro, inclusive tendo gravado um CD com os maiores sucessos dos anos 60, 70 e 80, que fez a banda Era Vinil estourar na região serrana especialmente em Teresópolis onde participaram em 2003, 2004, 2005 e 2006, de vários eventos de importância na cidade, dentre eles:Abertura do Festival de Inverno do SESC/Teresópolis, no dia 10/12/2005, homenagearem com um Tributo a John Lennon, o dia em que marcou o mundo com a morte do ídolo (8 de dezembro de 1980) foi lembrado com uma noite agradável de saudades e lembranças com muita música no SESC Café, um bar com cara de Pub e que lembra muito o Cavern Club, aonde os Beatles (antes Silver Beatles) fizeram sua primeira aparição, e a última apresentação da Banda no mesmo local em 15/09/2006.

Formação Original
O Era Vinil teve em sua formação original Luiz Carlos (contrabaixo e vocal – ex integrante da formação original dos FAMKS 1970), Fefê (bateria – ex integrante da formação original dos FAMKS 1970), Osmar (Vocal - ex integrante dos FAMKS), Marcos Neto (teclados e vocal), Bruno Paiva (guitarra solo e vocal), Marcelo Pacheco (vocais e segunda guitarra) e José Roberto Oldies (violão e guitarra).

A onda dos anos 70 é uma febr. Grupos "ressuscitaram", DJs aderiram ao repertório disco e o público continua adorando dançar com esse gostinho de saudade da época marcada por festas.
A proposta do grupo, era além do entrosamento para trazer “Os FAMKS”, a de resgatar o passado, relembrando megahits de nomes que ajudaram a contar a história da música pop mundial e que ainda estavam gravadas em vinil (daí o nome da banda). Para isso, os ensaios eram em ritmo intenso e longo, logo, os músicos entraram em estúdio, gravaram um CD e deram início a uma série de shows.
Para o primeiro CD do Era Vinil, que foi independente, reuniu grandes sucessos das décadas de 60 a 80 - com destaque para megahits do calibre de "Rock'n'roll lullaby" (B.J.Thomas) e "The year of the cat" (Al Stewart) - além de outros.
Em 2004 surgiram algumas mudanças na banda, a saída de José Roberto Oldies pois a banda já estava sendo precionada para preparação da produção da volta dos FAMKS, mas mesmo assim ainda fizeram várias apresentações durante um bom tempo, hora sem Fefê, vezes sem Marcos Neto, com Marquinhos Cardoso nos teclados, algumas sem Osmar, com David Bryan no vocal, também com Lito Figueroa nos teclados, Guilherme também teclados, Fernando Duarte no vocal, e após 15/09/2006 a banda parou pois Luiz Carlos decidiu se dedicar exclusivamente a produção da volta dos “Famks”.

Agora que já definida a produção da volta dos FAMKS, o estilo que seguirão, e algumas gravações já feitas, Luiz Carlos resolveu trazer de volta o “Era Vinil” com outra formação que já está começando os ensaios e pretendem dar início em março/2007 a retomada de shows no Rio, e de início na região serrana onde a banda tem o nome muito forte, e no roteiro de ataque de shows incluíram as cidades de Macaé, Rio das Ostras, Campos e outras da região dos lagos.

Aqueles que quiserem contrata-los para uma Viagem na Máquina do Tempo, por enquanto podem fazer contato com o tel.: (21)9552-9997 e visitem o site da banda: http://www.eravinil.com.br.

Meu Contato : lcspaiva@gmail.com





19.1.07

Viagem na Máquina do Tempo

Prezados leitores, neste artigo, estarei relembrando um pouco da história da primeira banda que participei, onde comecei minha carreira musical, amigos que comigo também lá começaram, também seguiram a estrada musical como o Luiz Cláudio (crooner dos famosos The Fevers), participamos ativamente dos grandes bailes da época dos famosos bailes dos "Anos Dourados" (coluna que escrevi há algumas semanas atrás), e lembrando também os que comigo lá estiveram e que tenho enorme carinho e amizade, pois até hoje ainda nos falamos e nos encontramos de vez em sempre.

Aproveito a oportunidade para comunicar a todos, que esta será minha última coluna deste ano, pois estarei me dedicando a um projeto que abracei junto com nosso editor, o grande amigo José Milbs, onde em Janeiro de 2007 estaremos lançando no Jornal O Rebate o Caderno M, caderno este que trará diversos assuntos e novidades do meio artístico e musical.

Tudo começou em 1962 com um violão(Luiz Carlos),após aprender com o Erasmo três acordes onde iria marcar junto com um amigo que só tinha uma caixa de bateria(Jorge Mauro) e um gravador.

Neste mesmo ano veio a formação original, que era Luiz Carlos(Guitarra Solo), Anderson Baltar(Violão), Jackson Baltar(Baixo) e Jorge Mauro(Bateria).

Com a formação original, fomos levados pelo nosso amigo José Roberto Oldies a Fazer o primeiro programa de rádio, foi na rádio Carioca no programa do Itamar Franco.

Com a saída dos irmãos Anderson e Jackson Baltar, entraram Reynaldo(Guitarra Base) e o Fernando(baixo), pois Luiz Carlos, Reynaldo e Fernando estudavam na mesma escola (Ginásio Franciscano), e Carlinhos que morava perto do Reynaldo e compor os vocais e cantar, depois saiu e em seu lugar dá-se a entrada do Luiz Cláudio(hoje Fevers).

Quem não conhece o Luiz Cláudio? crooner dos Fevers desde 1969, meu gde amigo de infância. Morávamos no mesmo bairro, e em 1966 precisávamos de um crooner que fizesse a diferença, mal sabia eu que o cara estava a meu lado. Imediatamente o trouxe para cantar na banda, onde teve sua primeira experiência musical. Com a entrada do Luiz Cláudio, a formação da banda era (eu) Luiz Carlos guitarra solo, Reynaldo guitarra base, Jorge Mauro batera e Fernando baixista.

Novas modificações no grupo, a saída do Fernando, e Luiz Carlos faz de Luiz Cláudio além de crooner o baixista da banda. Nesta época éramos quatro componentes, fazíamos o Canecão que tinha acabado de ser inaugurado, e junto conosco "Os Bubles", "a famosa banda do Canecão" e o "trio de Bossa Nova". Com esta formação Hilton Gomes da equipe de jornalismo da Rede Globo, onde viu o grupo no programa da "Edna Savaget", e os levou para lá como contratados da emissora, onde fizeram diversos programas como, "Hoje é Sábado" apresentado por "Lúcio Mauro", "Oh que Delícia de Show" apresentado por Célia Biar e Ted Boy Marino e outros.

Na mesma época,o grande Nélson Ned venceu no programa do Flávia Cavalcanti(A Grande Chance)o concurso Um Milhão para uma Canção, e junto com o maestro Agostinho Meneses fomos convidados para fazer com ele o projeto de seu 1° LP com músicas de composição de Nelson Ned e Hamilton Di Giorgio. Ainda nesta época chegava ao Brasil the Herman Hermits que foram se apresentar no Canecão e tivemos a honra de ser a banda escolhida para abertura do show.

Neste meio tempo estávamos fazendo um teste na gravadora Phillips quando o Fábio (baixista do Brazilian Bitles) nos pediu para gravar um playback de uma composição dele onde o Luiz Cláudio colocou a voz guia para que a fita fosse enviada para o Ronnie Von em SP. Aí começou a necessidade de crescer e por força de circuntâncias, modificações foram feitas, necessitávamos de um tecladista, entrou o Mauro(que depois tocamos juntos nos FAMKS), sai o Jorge Mauro e entra o Paulinho Maluco na batera, cresceram o n° de shows, bailes e TV, e sem por um motivo inexplicável acontece o término da banda. Agora estaremos voltando com o mesmo nome e outra formação, onde estaremos fazendo Cover de Beatles.

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